Por Bricio Lopes
O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou oficialmente, no início da noite desta quarta-feira (24), que está deixando o cargo de líder do governo no Senado Federal. A decisão foi comunicada pelo próprio parlamentar em suas redes sociais, logo após uma reunião de cerca de uma hora com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com o pronunciamento publicado por Wagner em sua conta oficial no X (antigo Twitter), a saída foi definida em “comum acordo” com o presidente, em um encontro classificado por ele como “uma conversa entre amigos”.
Na quinta-feira (18), a Polícia Federal cumpriu madados de busca e apreensão em endereços de Jaques Vagner em São Paulo e em Salvdor.
Ele foi alvo da nona fase da operação Compliance Zero que investiga as relações do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro do Supremo Tribunal, Federal, André Mendonça, relator dos inquéritos que investigam crimes financeiros, quer saber se o ex-governador recebeu vantagens indevidas do Banco Master.
“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, afirmou o parlamentar.
A saída estratégica da liderança do governo reposiciona Jaques Wagner para o cenário eleitoral e de articulação interna. Ao citar nominalmente o governador Jerônimo Rodrigues e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o senador sinaliza uma blindagem e unificação do grupo político que comanda o estado da Bahia há quase duas décadas.
O Palácio do Planalto ainda não se manifestou oficialmente sobre quem deve assunir o posto vago na liderança do Senado, uma das funções mais sensíveis para a governo.



