Correios suspendem fechamento de agências após ameaça de greve dos funcionários

Correios suspendem medidas de reestruturação após pressão de trabalhadores e ameaça de greve

Os Correios decidiram suspender temporariamente parte das medidas previstas no plano de reestruturação da empresa após mobilização dos trabalhadores, que ameaçavam iniciar uma greve nacional.

Entre as ações interrompidas estão o fechamento de agências, o fim de uma gratificação destinada aos atendentes e a implantação de um novo sistema de planejamento das entregas. A decisão foi anunciada durante as negociações entre a direção da estatal e representantes dos sindicatos da categoria.

Após o acordo, os trabalhadores desistiram de uma paralisação imediata, mas mantiveram o estado de greve. Isso significa que a categoria poderá cruzar os braços caso as medidas negociadas não sejam cumpridas pela empresa.

Segundo os Correios, a suspensão das mudanças é temporária e tem como objetivo permitir que os representantes dos empregados avaliem os impactos das propostas. A empresa informou, porém, que outras ações voltadas à redução de despesas continuam em andamento, como a venda de imóveis e cortes de custos operacionais.

A estatal enfrenta uma crise financeira nos últimos anos. De acordo com dados divulgados pela empresa, os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e perdas de R$ 3,1 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026. Desde o início do processo de reestruturação, 256 agências já tiveram as atividades encerradas.

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