A senadora Tereza Cristina (PP-MS) não fará parte de uma eventual chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026. A informação foi confirmada nesta terça-feira (21) pelo presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, após reunião com a parlamentar.
Em entrevista à CNN Brasil, Valdemar afirmou que não houve acordo para que Tereza Cristina ocupasse a vaga de vice-presidente, já que a senadora decidiu concentrar seus esforços na disputa pela Presidência do Senado Federal.
“Não houve acordo, ela me disse hoje que é candidata à Presidência do Senado, que ela vai disputar a Presidência do Senado e que esse é o objetivo dela”, afirmou o dirigente partidário.
Segundo Valdemar Costa Neto, a definição do nome que integrará uma eventual chapa presidencial do PL deverá passar pela avaliação do ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente da legenda destacou que confia na capacidade política de Bolsonaro para participar das articulações eleitorais e lembrou a escolha de Tarcísio de Freitas como candidato ao Governo de São Paulo em 2022.
Flávio Bolsonaro já declarou publicamente que pretende escolher uma mulher para compor a chapa presidencial. A estratégia busca ampliar o diálogo com o eleitorado feminino e fortalecer alianças políticas para a disputa nacional.
Além de Tereza Cristina, outros nomes vêm sendo citados nos bastidores políticos como possíveis opções para a vaga de vice. Entre eles estão a administradora Daniella Marques e a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), embora nenhuma definição oficial tenha sido anunciada.
Valdemar também afirmou que o PL trabalha para ampliar sua base de apoio visando as eleições presidenciais. De acordo com ele, o partido mantém conversas com legendas como PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e PSDB, aproveitando alianças já existentes em diversos estados do país.
Durante a entrevista, o presidente nacional do PL também comentou a situação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Segundo Valdemar, ele acredita que Eduardo poderá retornar ao Brasil em janeiro caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente e uma eventual anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 seja aprovada pelo Congresso Nacional.
As articulações para a formação das chapas presidenciais e para a composição das principais alianças partidárias seguem em andamento e devem ganhar intensidade nos próximos meses, à medida que se aproxima o período oficial das convenções eleitorais.


