A Bahia registrou 51 casos de feminicídio entre janeiro e junho de 2026 e aparece como o quarto estado brasileiro com o maior número de ocorrências no período. Os dados constam no Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, divulgado nesta quarta-feira (22) pelos Ministérios da Justiça e Segurança Pública e das Mulheres.
No ranking nacional, São Paulo lidera com 142 feminicídios, seguido por Minas Gerais, com 72, e Paraná, com 55. A Bahia ocupa a quarta posição, com 51 casos, à frente do Rio de Janeiro, que contabilizou 48 ocorrências, e de Goiás, com 47.
O levantamento também mostra que o número de feminicídios na Bahia permaneceu estável em relação ao primeiro semestre de 2025. Nos dois períodos, foram registrados 51 assassinatos de mulheres motivados pela condição de gênero, indicando que o estado não apresentou redução nesse tipo de crime.
Enquanto a Bahia manteve os mesmos índices, o cenário nacional registrou uma leve queda. Em todo o país, foram contabilizados 741 feminicídios nos seis primeiros meses de 2026, contra 760 ocorrências no mesmo período do ano passado, o que representa uma redução de 2,5%.
No Nordeste, a diminuição foi mais expressiva. A região passou de 231 casos no primeiro semestre de 2025 para 185 registros em 2026, uma redução de 19,9%, segundo o monitoramento.
Os dados utilizados no levantamento são provenientes do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), que reúne informações enviadas pelas secretarias estaduais de segurança pública e demais órgãos responsáveis pela investigação desses crimes.
De acordo com a legislação brasileira, o feminicídio é caracterizado como o assassinato de uma mulher em razão de sua condição de gênero, geralmente associado à violência doméstica e familiar, ao menosprezo ou à discriminação contra a mulher. O crime é considerado uma forma qualificada de homicídio e está entre as mais graves violações dos direitos das mulheres.


