Recém-nascido é morto logo após o parto; casal é preso em flagrante

Um casal foi preso em flagrante suspeito de matar o próprio filho recém-nascido logo após o parto, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O caso veio à tona depois que uma médica obstetra do Hospital Municipal Adão Pereira Nunes identificou sinais de parto recente em uma paciente de 22 anos que chegou à unidade de saúde sem o bebê.

Segundo a Polícia Civil, a médica comunicou imediatamente policiais militares do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM), que acionaram agentes da 60ª Delegacia de Polícia (Campos Elíseos). A partir da denúncia, os investigadores iniciaram diligências para localizar a criança.

As investigações apontam que a jovem entrou em trabalho de parto durante a madrugada, na casa de familiares, no bairro Jardim Primavera. Após o nascimento do bebê, ela passou mal e foi levada ao hospital. Familiares, que afirmaram desconhecer a gravidez, informaram aos policiais que a criança estava morta em um cômodo nos fundos da residência. O corpo foi recolhido e encaminhado para a unidade de saúde.

Ainda conforme a investigação, o pai do recém-nascido confirmou à equipe médica que, após o parto, recolheu o bebê e o colocou em uma bolsa, deixando-o no quintal da residência. A informação também foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias.

Com o avanço das diligências, o pai foi levado para prestar depoimento na delegacia. Em seguida, ele e a mãe da criança foram presos em flagrante e autuados por homicídio qualificado.

Nos depoimentos, os dois confirmaram que o bebê nasceu com vida, mas apresentaram versões diferentes sobre a morte. De acordo com a Polícia Civil, a mulher confessou participação no crime e afirmou que a decisão foi tomada logo após o parto. Ela declarou que o recém-nascido nasceu chorando e atribuiu ao companheiro participação na ação.

Já o homem afirmou aos investigadores que foi a companheira quem asfixiou a criança. Segundo o depoimento, ele apenas colocou o corpo do bebê em sacos plásticos e o deixou em um cômodo da residência. O investigado também relatou que o casal chegou a cogitar enterrar o recém-nascido antes da chegada da polícia.

De acordo com a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta que o casal não desejava a criança, circunstância que teria motivado o crime. A dinâmica da morte e a responsabilidade de cada investigado ainda serão confirmadas por meio dos laudos periciais e das demais provas reunidas durante o inquérito. O caso segue sob investigação da 60ª Delegacia de Polícia (Campos Elíseos).

 

Fonte: O Globo

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