Pelo menos 72 pessoas morreram durante uma tentativa de entrada em massa de migrantes em Ceuta, enclave espanhol localizado no norte da África, segundo o governo local. O número foi atualizado neste domingo (2) pelo delegado do governo na região, Miguel Ángel Pérez Triano.
A crise migratória levou cerca de 60 mil pessoas vindas do Marrocos ao território espanhol. A maioria já retornou ao país de origem, enquanto poucos migrantes permanecem em Ceuta.
Após o episódio, forças de segurança espanholas reforçaram o patrulhamento na região. A crise gerou repercussão internacional, com críticas de países europeus e uma reunião da União Europeia marcada para discutir medidas diante do aumento das entradas irregulares.
O papa Leão 14 também comentou a situação e pediu soluções de paz, estabilidade e justiça para a crise migratória.
A Espanha atribuiu o fluxo migratório a grupos criminosos que teriam espalhado informações falsas sobre facilidades para entrada no país. Analistas também levantaram a possibilidade de o Marrocos ter permitido a travessia como forma de pressão diplomática, hipótese que o governo marroquino não comentou.
A União Europeia informou que vai discutir uma resposta conjunta ao caso, enquanto a Itália anunciou a suspensão temporária do acordo de Schengen com a Espanha. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, criticou a reação de alguns países europeus, classificando-a como “egoísta”.


