Por Gaby Santana
A morte da influenciadora digital Maria Eduarda Alves dos Santos, conhecida como Duda Alves, de 22 anos, ganhou novos desdobramentos após a publicação de comentários de teor sexual e ofensivo nas redes sociais.
Duda morreu em 15 de setembro, em Brasília. A família confirmou o falecimento, mas a causa da morte não foi divulgada publicamente. A Polícia Civil do Distrito Federal investiga as circunstâncias do caso.
Com mais de 745 mil seguidores no TikTok, Duda produzia vídeos sobre situações do cotidiano, humor, dancinhas e momentos ao lado de amigos e do namorado. Nas últimas semanas, ela também havia compartilhado com os seguidores conteúdos relacionados a uma mastopexia e comentários que recebeu sobre seu corpo.
Após a confirmação da morte, começaram a circular nas redes mensagens de conteúdo sexual, misógino e ofensivo relacionadas ao corpo da influenciadora. Entre elas, uma publicação feita no X gerou grande repercussão por fazer referência à possibilidade de violação do corpo da jovem. O perfil responsável pelo comentário foi posteriormente apagado.
Diante das publicações, a Polícia Civil do Distrito Federal abriu uma investigação para apurar se os comentários podem configurar o crime de vilipêndio a cadáver. O procedimento é conduzido pela 4ª Delegacia de Polícia, no Guará, e corre sob sigilo.
O artigo 212 do Código Penal prevê detenção de um a três anos e multa para quem vilipendiar cadáver ou suas cinzas. A caracterização do crime, entretanto, depende da análise do conteúdo e das circunstâncias de cada publicação pelas autoridades.
O caso chama atenção para os limites das manifestações nas redes sociais após a morte de uma pessoa e para a responsabilidade sobre conteúdos que podem atingir a dignidade e a memória de alguém que morreu.

