Por Ana Sampaio
Mutuípe marca nesta quinta-feira (24) o Dia Helmarta Luz, data criada para reforçar a conscientização e o enfrentamento ao feminicídio e às diferentes formas de violência contra a mulher.
Instituída pela Lei Municipal nº 1.237/2024, sancionada em 30 de outubro de 2024, a data passou a integrar oficialmente o calendário de eventos do município e é celebrada anualmente em 24 de setembro.
A legislação estabelece que o município promova campanhas, debates, seminários, palestras e outras atividades voltadas à conscientização da população. A lei também prevê o fortalecimento de ações de prevenção e enfrentamento ao feminicídio.
Homenagem a Helmarta
O nome da data é uma homenagem a Helmarta Sousa Santos Luz, conhecida como Martinha, mulher natural de Mutuípe que morava em Valença e foi vítima de feminicídio em setembro de 2024.
Helmarta tinha 38 anos. Após desaparecer em 24 de setembro daquele ano, seu corpo foi localizado três dias depois na região da Ponte do Funil. O então ex-companheiro foi acusado pelo crime.
O caso provocou mobilização de familiares, amigos e moradores de Mutuípe e Valença, além de ações de conscientização sobre a violência contra a mulher.
Condenação
Em outubro de 2025, o Tribunal do Júri da Comarca de Valença condenou Carlos Mendes dos Santos Júnior a 29 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, pelo feminicídio de Helmarta.
Segundo o Ministério Público da Bahia, a condenação ocorreu após o júri acolher a acusação de homicídio triplamente qualificado.
Uma data de conscientização
O Dia Helmarta Luz busca manter o debate sobre a prevenção da violência contra a mulher e reforçar a importância da participação da sociedade na identificação e no enfrentamento dessas situações.
Em Mutuípe, a data também representa a preservação da memória de Helmarta e a defesa de ações que contribuam para que outras mulheres possam viver sem violência.
Combater o feminicídio e a violência contra a mulher é uma responsabilidade de toda a sociedade.

