Defesa de investigado por estupro de turista holandesa apresenta imagens e contesta versão do caso em Salvador

Mateus Bezerra da Conceição responde à investigação em liberdade após audiência de custódia; Justiça impôs medidas cautelares enquanto a Polícia Civil realiza novas diligências.

Por Gaby Santana 

 

A defesa de Mateus Bezerra da Conceição, investigado por suspeita de estupro contra uma turista holandesa em Salvador, apresentou novas imagens e contestou informações divulgadas durante a investigação. O caso ocorreu após um encontro no Porto da Barra, e segue sob apuração da Polícia Civil da Bahia.

Segundo o advogado Bernardo Lins, imagens de câmeras de segurança mostram Mateus e a turista chegando juntos à rua onde ele mora e deixando o local cerca de uma hora e meia depois, caminhando lado a lado. Os registros, no entanto, mostram apenas a movimentação em áreas externas e não permitem determinar o que aconteceu dentro da residência.

A turista relatou à polícia que ficou desorientada durante a permanência no Porto da Barra, suspeitou que alguma substância pudesse ter sido colocada em sua bebida e afirmou ter sofrido agressões e violência sexual. Ela passou por exames periciais, incluindo avaliação toxicológica. A Polícia Civil continua investigando essas circunstâncias.

Mateus confirmou que manteve relação sexual com a turista, mas apresentou à polícia a versão de que o ato foi consensual. A defesa também contesta informações divulgadas sobre supostos antecedentes criminais. De acordo com o advogado, o investigado não teria sido condenado nem respondido a processo criminal, e seria tecnicamente primário. Essa afirmação da defesa não foi possível de confirmar integralmente em fonte oficial consultada.

Após ser preso em flagrante no domingo (20), Mateus passou por audiência de custódia na terça-feira (22). A Justiça negou a prisão preventiva e determinou que ele responda à investigação em liberdade, com medidas cautelares. Entre elas estão a proibição de frequentar as praias do Porto da Barra e do Farol da Barra, de manter contato com as supostas vítimas e de deixar a comarca sem autorização judicial.

 

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