Por Ana Sampaio
O Brasil investe, em média, R$ 19.609 por ano por aluno, considerando as etapas da educação básica ao ensino superior, segundo o relatório Education at a Glance 2026, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O valor é cerca de 3,3 vezes menor que a média dos países da organização.
Apesar do gasto por estudante ficar abaixo da média internacional, o Brasil destina uma parcela maior da economia à educação. Em 2023, o investimento público no setor correspondeu a 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB), acima da média de 3,6% da OCDE.
O relatório também aponta dificuldades na conclusão da educação básica. No Brasil, 79% dos estudantes concluem o ensino médio, enquanto a média entre os países da OCDE chega a 85%.
Ensino superior
A diferença aumenta quando analisado o acesso ao ensino superior. Entre os brasileiros de 25 a 64 anos, 22% possuem formação universitária, enquanto a média dos países da OCDE é de 43%.
O levantamento também aponta desafios relacionados à carreira docente. O Brasil aparece entre os países analisados com menor proporção de professores satisfeitos com seus salários.
Apesar dos obstáculos, houve avanço na escolarização dos jovens adultos. Entre brasileiros de 25 a 34 anos, 26% não haviam concluído o ensino médio em 2024. Em 2016, esse percentual era de 35%.
O relatório da OCDE reúne indicadores sobre financiamento, acesso, permanência e resultados dos sistemas educacionais de diferentes países.
A publicação é diferente do PISA, também produzido pela OCDE. Enquanto o PISA avalia conhecimentos e habilidades de estudantes de determinada faixa etária, o Education at a Glance analisa aspectos mais amplos dos sistemas de educação, como investimento, escolarização, professores e formação.

