Mulher em possível surto psicótico morre baleada por PM em São Paulo; policial é preso

Camila Pereira da Silva foi atingida durante abordagem na Zona Oeste da capital paulista; morte é a terceira em 12 dias em ocorrências envolvendo pessoas que estariam em crise psicológica.

Uma mulher identificada como Camila Pereira da Silva morreu após ser baleada por um policial militar na tarde de quinta-feira (15), no Parque São Domingos, na Zona Oeste de São Paulo. A vítima estaria em possível surto psicótico e segurava uma faca no momento da abordagem, segundo relatos divulgados pela imprensa.

De acordo com informações publicadas pelo Metrópoles e pela CNN Brasil, moradores acionaram a Polícia Militar após relatarem que uma mulher estaria ameaçando pessoas na região. Três agentes participaram da ocorrência e deram ordens para que ela soltasse a faca.

Imagens de câmeras de segurança mostram Camila caminhando na direção dos policiais. Em seguida, um dos agentes efetua um disparo, e ela cai no chão. A morte foi constatada no local.

O policial responsável pelo tiro foi preso em flagrante, sob suspeita de homicídio. A arma utilizada na ocorrência foi apreendida para perícia, e um Inquérito Policial Militar foi instaurado. O caso também é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar.

Em nota divulgada à imprensa, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que não tolera desvios de conduta e que as circunstâncias da ocorrência serão apuradas.

Terceira morte em ocorrências semelhantes

A morte de Camila é o terceiro caso registrado em São Paulo, em um intervalo de 12 dias, envolvendo pessoas que estariam em crise psicológica e morreram durante ações policiais.

Em 3 de outubro, Antonio Nunes Batista, de 40 anos, morreu após ser atingido por 24 disparos durante uma abordagem na Zona Norte da capital. Familiares afirmaram que ele tinha esquizofrenia. Segundo relatos sobre a ocorrência, policiais tentaram utilizar uma arma de choque antes dos disparos. A atuação dos agentes é investigada.

Já em 10 de outubro, Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morreu após ser baleado por policiais militares em Moema, na Zona Sul. O caso ocorreu durante um atendimento relacionado a uma possível tentativa de suicídio. Informações divulgadas pela imprensa apontam que os agentes teriam confundido um celular com uma arma de fogo. O episódio também está sob investigação.

As três mortes reacenderam o debate sobre o uso da força policial em ocorrências que envolvem pessoas em possível crise de saúde mental e sobre os procedimentos adotados para tentar controlar essas situações.

As investigações deverão esclarecer as circunstâncias de cada abordagem e a conduta dos policiais envolvidos.

 

Fonte: GloboNews

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