Lula aceita condições de Flávio Bolsonaro para quebra de sigilos, afirma coordenador de campanha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não se opõe às condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a divulgação de informações sigilosas, segundo o coordenador político da campanha petista, Camilo Santana. A declaração foi feita nesta quarta-feira (21), em meio ao embate entre os dois políticos sobre a abertura de dados pessoais e financeiros.

De acordo com Camilo Santana, a campanha de Lula pretende protocolar uma resposta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 11h desta quinta-feira (22). Flávio Bolsonaro, por sua vez, afirmou que as exigências feitas pelo presidente representam uma tentativa de manobra política.

A proposta atribuída a Lula prevê a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico referentes aos últimos oito anos. A iniciativa também abrangeria informações da esposa, Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, e dos filhos Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Cláudio Lula da Silva.

Em contrapartida, Lula exige que Flávio Bolsonaro autorize a divulgação de informações sigilosas relacionadas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, à mãe, Rogéria Bolsonaro, aos irmãos Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, além da esposa, Fernanda Bolsonaro.

A lista também inclui empresas ligadas ao senador, como Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, All In One Corretora de Seguros Ltda., Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda. e Bolsonaro Digital Ltda. A proposta abrange ainda a Alcazar Holdings, empresa de Willer Tomaz na qual, segundo as informações apresentadas, Flávio estaria cadastrado como usuário master.

Flávio apresenta outras exigências

Entre as condições atribuídas a Flávio Bolsonaro estão pedidos de informações sobre empresas ligadas a familiares de Lula, o Instituto Lula e a L.I.L.S. Palestras.

O senador também solicita registros de visitantes do Palácio do Planalto e detalhes de uma reunião entre Lula e Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, realizada em dezembro de 2024.

A relação inclui questionamentos sobre a lobista Roberta Luchsinger, o sindicalista Frei Chico, irmão do presidente, e os gastos do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023.

O embate amplia a disputa política entre os dois grupos em torno da divulgação de informações sigilosas. Até a apresentação e análise formal das manifestações, as condições anunciadas não devem ser confundidas com uma quebra de sigilo efetivamente autorizada ou realizada.

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