Por Gaby Santana
A Bahia tem 4.212 pessoas na fila por transplantes de órgãos e tecidos, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Mais de 98% dos pacientes aguardam por rim ou córnea. Entre janeiro e agosto de 2026, foram realizados 696 transplantes no estado, conforme dados divulgados pela rede estadual.
O cenário reforça a importância da identificação de potenciais doadores e da agilidade no diagnóstico de morte encefálica, processo que ocorre principalmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A Associação de Medicina Intensiva Brasileira – Regional Bahia (AMIB-BA) defende a capacitação das equipes e a manutenção adequada dos potenciais doadores.
O diagnóstico de morte encefálica segue protocolo definido pelo Ministério da Saúde, com dois exames clínicos realizados por médicos diferentes e capacitados, além de exame complementar. A família também precisa autorizar a doação após ser informada sobre o diagnóstico.
Outro desafio é a recusa familiar. Dados da Sesab apontam que, em 2024, a negativa para doação de órgãos chegou a 64,7% na Bahia. O acolhimento e a comunicação clara são considerados etapas importantes para esclarecer dúvidas dos familiares.
A Bahia também busca ampliar a oferta de transplantes fora de Salvador. A rede estadual possui serviços em Feira de Santana, Vitória da Conquista, Itabuna e Juazeiro, além da capital, e prevê a expansão de modalidades para outras cidades do interior.
Fontes: Sesab, Ministério da Saúde e AMIB-BA.

