A Bahia voltará às urnas em 2026 sem nenhuma mulher concorrendo ao cargo de governadora. Assim como ocorreu nas eleições de 2022, todos os candidatos ao Palácio de Ondina são homens, repetindo um cenário que chama atenção pela baixa representatividade feminina na principal disputa do Executivo estadual.
A última mulher a disputar o Governo da Bahia foi Célia Sacramento (Rede), nas eleições de 2018. Na ocasião, ela terminou a disputa na sexta colocação entre sete candidatos, com 31.198 votos, o equivalente a 0,46% dos votos válidos. Naquele pleito, o então governador Rui Costa (PT) foi reeleito.
Menor número de candidatos neste século
As eleições de 2026 também registram outro dado relevante: apenas quatro candidaturas foram homologadas para o Governo da Bahia, o menor número de concorrentes ao cargo no estado neste século e um dos menores desde a redemocratização do país.
Os candidatos são:
Jerônimo Rodrigues (PT);
ACM Neto (União Brasil);
Ronaldo Mansur (PSOL);
Aroldo Félix (Unidade Popular).
Mulheres aparecem apenas em parte das chapas
Embora nenhuma mulher dispute o governo, candidatas integram algumas chapas majoritárias. Até o momento, foram confirmadas:
Meire Reis, candidata a vice-governadora pela chapa formada por PSOL e Rede;
Delliana Ricelli, candidata ao Senado pela mesma coligação;
Marília Regina, candidata a vice-governadora pela Unidade Popular.
Nas duas principais chapas da disputa, lideradas por Jerônimo Rodrigues e ACM Neto, todos os cargos da composição majoritária — governador, vice-governador e candidatos ao Senado — são ocupados por homens.
Debate sobre representatividade
A ausência de candidaturas femininas ao Governo da Bahia reacende o debate sobre a participação das mulheres na política estadual. Apesar do crescimento da presença feminina em câmaras municipais, assembleias legislativas e no Congresso Nacional nos últimos anos, a disputa pelo comando do Executivo baiano continua predominantemente masculina.
Especialistas apontam que mecanismos como cotas para candidaturas e financiamento eleitoral ampliaram a participação das mulheres nas eleições proporcionais. No entanto, ainda há desafios para que elas ocupem espaço nas disputas pelos cargos majoritários, como governos estaduais e prefeituras de grandes cidades.


