Caiado diz que, com ele e ACM Neto eleitos, “o povo baiano vai se sentir alforriado”

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), voltou a utilizar a expressão “alforria” ao comentar o cenário político da Bahia durante entrevista concedida neste domingo (26), em São Paulo. A declaração foi dada antes da convenção nacional do PSD que oficializou a candidatura de Gilberto Kassab como vice-presidente na chapa encabeçada por Caiado.

Questionado por um jornalista baiano sobre a disputa pelo Governo da Bahia, que tem como principais pré-candidatos o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), Caiado afirmou que a vitória de ambos representaria uma mudança para o estado. “Com Caiado e ACM eleitos, o povo baiano vai se sentir alforriado”, declarou. ACM Neto, apesar da aproximação política com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou apoio à candidatura de Caiado à Presidência.

A declaração voltou a repercutir por causa do uso da palavra “alforria”, historicamente associada ao documento que concedia liberdade a pessoas escravizadas. A Bahia possui uma das maiores populações negras do país, com cerca de 80% dos habitantes se autodeclarando pretos ou pardos, segundo dados do IBGE. No início de julho, Caiado já havia empregado o mesmo termo ao afirmar que, se eleito, pretende “alforriar” as favelas do Rio de Janeiro.

A convenção do PSD ocorreu em meio aos esforços do ex-governador para consolidar sua candidatura como alternativa na disputa presidencial de 2026. Caiado busca atrair eleitores que não pretendem votar nem no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), oficializado como candidato do partido no último fim de semana.

Nas últimas semanas, o candidato intensificou as críticas aos principais adversários. Na sexta-feira (24), desafiou Lula para um debate sobre temas como segurança pública, saúde, educação e inovação, afirmando que o presidente evita confrontos públicos. No dia anterior, também criticou Flávio Bolsonaro pelas declarações sobre as urnas eletrônicas e voltou a mencionar as investigações envolvendo o Banco Master, afirmando que o senador “não tem credencial para disputar o Planalto”.

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