Celular de Vorcaro tem 32,7 mil arquivos, 10,8 mil chats, 17 mil áudios e 53 mil chamadas

controlador do Banco Master. O aparelho reúne 32,7 mil arquivos identificados, entre eles 10,8 mil chats, 17 mil áudios e 53 mil registros de chamadas telefônicas.

O material vem sendo analisado pelos investigadores para identificar contatos e comunicações mantidos por Vorcaro durante o período de crise de liquidez enfrentado pelo banco.

Parte dos dados já revelou conversas envolvendo políticos e autoridades. Entre os nomes citados está o senador Otto Alencar (PSD-BA). Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, o advogado Ciro Soares aparece como interlocutor entre Vorcaro e o parlamentar.

Em uma das mensagens, o ex-banqueiro se refere a Otto Alencar como “conselheiro e comandante nosso”. O senador, porém, afirmou que não se encontrou pessoalmente com Vorcaro.

Foto de Paulo Gonet

Ciro Soares também aparece em conversas relacionadas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Uma fotografia de Gonet ao lado de Vorcaro, em Londres, foi enviada pelo celular do advogado e teve sua autenticidade confirmada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo informações divulgadas sobre o caso, Gonet afirmou a pessoas próximas que o encontro ocorreu em abril de 2024 e que a fotografia não representa uma relação de proximidade com o ex-banqueiro. Soares confirmou que a imagem foi feita naquele ano e negou qualquer irregularidade.

Classificação de imagens

Além das mensagens e registros de comunicação, os dados extraídos do aparelho passaram por uma classificação automatizada de imagens relacionada à possível presença de nudez.

Segundo informações divulgadas pelo colunista Lauro Jardim, cerca de 697 mil registros receberam esse tipo de classificação, distribuídos em diferentes níveis. Aproximadamente 5,3 mil foram enquadrados na categoria “muito alto”, enquanto cerca de 530 mil ficaram no nível “muito baixo”.

A classificação automatizada, no entanto, não estabelece, por si só, qualquer relação entre os arquivos e as investigações sobre o Banco Master.

Análise ainda não foi concluída

A Polícia Federal ainda não concluiu a análise de todo o conteúdo extraído do aparelho. O trabalho busca identificar informações que possam contribuir para os inquéritos em andamento e separar dados pessoais que não tenham relação com as apurações.

Parte do material também foi compartilhada com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que solicitaram acesso aos dados. O conteúdo passou a integrar a análise de diferentes aspectos das investigações relacionadas ao Banco Master.

Até o momento, a existência de mensagens, fotografias ou registros de comunicação no aparelho não significa, isoladamente, que os citados tenham cometido irregularidades ou participado dos fatos investigados.

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