Estados Unidos registram pior surto de sarampo em 35 anos com mais de 2,3 mil casos em 2026

Os Estados Unidos enfrentam o pior surto de sarampo em mais de três décadas, segundo dados divulgados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Nos primeiros sete meses de 2026, foram confirmados 2.318 casos da doença, número que já supera o total registrado em todo o ano anterior.

Em 2025, o país contabilizou 2.289 casos e três mortes relacionadas ao sarampo. O avanço da doença tem sido associado, entre outros fatores, à queda nas taxas de vacinação e ao aumento da resistência de parte da população em relação aos imunizantes.

O presidente da Academia Americana de Pediatria, Andrew Racine, classificou o cenário como uma “crise evitável” e destacou que as crianças estão entre os grupos mais afetados.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida principalmente por meio de partículas respiratórias. Os principais sintomas incluem febre, dificuldades respiratórias e manchas na pele. Em casos mais graves, a infecção pode causar complicações como pneumonia e inflamação cerebral, podendo levar à morte.

A doença havia sido considerada erradicada nos Estados Unidos no ano 2000, após décadas de campanhas de vacinação. No entanto, voltou a ganhar força nos últimos anos devido à redução da cobertura vacinal e ao crescimento da desconfiança em relação às autoridades de saúde.

O país não registrava um número tão elevado de casos desde 1991, quando foram contabilizadas 9.643 infecções. A redução posterior ocorreu principalmente após a adoção do esquema de duas doses da vacina contra o sarampo.

Uma pesquisa realizada em 2025 pelo jornal The Washington Post e pela organização KFF apontou que parte dos pais americanos tem adiado ou evitado a vacinação dos filhos por receio de efeitos colaterais, uma tendência que preocupa autoridades de saúde.

Fonte: Mídia NINJA

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