Influenciador é preso em SC por pedir vídeos íntimos a crianças

O influenciador digital Matheus Di Bernardi Martins, de 24 anos, conhecido nas redes sociais como Spoteff, foi preso na manhã desta terça-feira (30) durante uma operação policial que investiga crimes de pedofilia praticados pela internet. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, ele utilizava plataformas digitais para atrair crianças e adolescentes, prometendo recompensas em jogos eletrônicos em troca de conteúdo íntimo.

Com mais de 200 mil seguidores e vídeos voltados ao público infantojuvenil, especialmente sobre os jogos Minecraft e Roblox, o influenciador era bastante conhecido entre crianças e adolescentes nas redes sociais.

De acordo com as investigações, Matheus oferecia dinheiro virtual utilizado em jogos e também prometia aumentar o número de seguidores das vítimas em redes sociais. Em troca, exigia o envio de fotografias e vídeos de conteúdo sexual.

Suspeito ameaçava divulgar imagens

Ainda segundo a polícia, após receber o material, o influenciador passava a ameaçar as vítimas, afirmando que divulgaria as imagens para familiares caso elas se recusassem a continuar enviando conteúdo.

A prisão ocorreu em Florianópolis, capital de Santa Catarina, durante a Operação Game Over, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo, com apoio da Polícia Civil catarinense.

Histórico nas redes sociais

Natural de Santa Catarina, Matheus cursou o Técnico Integrado em Comunicação Visual no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), em Palhoça.

Em 2020, ele chegou a realizar uma campanha de arrecadação online para adquirir um computador mais potente para a produção de conteúdo. Na época, afirmou que produzia vídeos diariamente para públicos de todas as idades e arrecadou cerca de R$ 500 da meta de R$ 3.800 estabelecida na campanha.

As investigações continuam para identificar possíveis novas vítimas e apurar a extensão dos crimes atribuídos ao influenciador. A Polícia Civil orienta que familiares procurem as autoridades caso identifiquem qualquer situação semelhante envolvendo menores de idade.

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