Lula comenta guerra no Oriente Médio e diz que remédio do SUS é “míssil para salvar vidas”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou pela primeira vez, ainda que de forma breve, o conflito no Oriente Médio após os ataques militares realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. A declaração ocorreu na terça-feira (3), durante uma agenda oficial no interior de São Paulo.

Durante visita a uma fábrica de medicamentos, o presidente comparou os investimentos em saúde pública com o cenário de guerra exibido nos noticiários internacionais. Ao mostrar um medicamento produzido no local, Lula afirmou que aquele seria o “míssil” do Brasil, mas com objetivo oposto ao de conflitos armados.

Segundo ele, enquanto o mundo acompanha notícias de ataques, drones e invasões, o país deve priorizar políticas voltadas à preservação da vida. “Isso aqui é nosso míssil. Não míssil para matar, mas míssil para salvar vidas”, afirmou ao se referir aos medicamentos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A fala ocorreu poucos dias após a escalada militar no Oriente Médio, iniciada com ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra alvos no território iraniano, o que aumentou a tensão internacional e gerou temor de ampliação do conflito na região.

Até então, o posicionamento oficial do governo brasileiro havia sido divulgado principalmente pelo Ministério das Relações Exteriores, que manifestou preocupação com a escalada militar e defendeu a busca por soluções diplomáticas para evitar um conflito mais amplo.

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