MPBA discute riscos da venda irregular de canetas emagrecedoras e alerta para perigo à saúde

Por Gaby Santana

 

O Ministério Público do Estado da Bahia promoveu, nesta terça-feira (26), uma reunião com representantes de conselhos profissionais da área da saúde para discutir os riscos relacionados à comercialização irregular das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos da classe GLP-1 utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes.

Durante o encontro, foram debatidos problemas ligados à venda clandestina dos medicamentos, ausência de controle sanitário, uso indiscriminado das substâncias e circulação de produtos falsificados ou importados irregularmente.

As promotoras de Justiça Thelma Leal e Rocio Matos destacaram a preocupação com o crescimento da comercialização desses produtos em redes sociais e aplicativos, muitas vezes sem autorização sanitária e acompanhados de promessas de emagrecimento rápido sem comprovação científica.

Segundo Thelma Leal, a ampla circulação de substâncias sem fiscalização adequada representa risco à saúde pública, especialmente porque muitos consumidores desconhecem a origem e a composição dos produtos utilizados.

Já Rocio Matos afirmou que o objetivo do encontro foi fortalecer a atuação conjunta entre o Ministério Público, conselhos profissionais e órgãos técnicos para prevenir irregularidades e garantir o uso correto de medicamentos registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

As discussões também abordaram preocupações relacionadas à origem das substâncias, fracionamento dos medicamentos, locais de aplicação e qualificação dos profissionais envolvidos nos procedimentos.

Participaram da reunião representantes do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia, Conselho Regional de Odontologia, Conselho Regional de Farmácia da Bahia, além de integrantes de outros conselhos ligados às áreas de biomedicina, fisioterapia, terapia ocupacional e nutrição.

O encontro também contou com a participação de integrantes do Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim), técnicos da área da saúde e assessorias jurídicas das instituições envolvidas.

 

Fonte: Milena Miranda DRT Ba

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