A mulher identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, presa em Santa Catarina após ser acusada de se passar por uma adolescente de 12 anos, afirmou em depoimento à polícia que possui histórico de acompanhamento psiquiátrico desde a adolescência.
Durante o interrogatório, Amanda relatou que iniciou tratamento em unidades de saúde mental no Ceará, onde recebeu atendimento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do município de Horizonte e também no Hospital de Saúde Mental de Messejana, em Fortaleza. Segundo ela, os registros dessas instituições podem comprovar o acompanhamento realizado ao longo dos anos.
Com base nas declarações da investigada, a defesa solicitou à Justiça a instauração de um incidente de insanidade mental. O advogado Rafael Luiz Siewert pretende que Amanda seja submetida a uma avaliação especializada para verificar se possui capacidade de compreender e responder pelos atos que lhe são atribuídos no processo.
Ainda durante o depoimento, Amanda confirmou sua verdadeira identidade e admitiu ter utilizado informações falsas em registros anteriores. Ao ser questionada sobre sua idade, evitou responder diretamente e declarou que informaria apenas os dados constantes nos documentos apresentados por ela.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que a identidade falsa teria permitido que Amanda fosse acolhida por instituições voltadas à proteção de crianças e adolescentes. Conforme a apuração, ela conseguiu acesso a serviços e chegou a ser abrigada após se apresentar como menor de idade.
O caso segue sob investigação das autoridades, que buscam esclarecer todas as circunstâncias envolvendo a utilização da identidade falsa, além de apurar possíveis prejuízos causados a pessoas e instituições que tiveram contato com a investigada.



