Operação do MP-BA prende integrantes da cúpula da Bamor por suspeita de tortura em Salvador

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (28), uma operação contra integrantes da presidência e da diretoria da Bamor, torcida organizada do Esporte Clube Bahia. A ação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em Salvador.

Segundo o MP-BA, a investigação apura suspeitas de tortura física e psicológica contra pelo menos duas vítimas, em episódios que teriam ocorrido em julho deste ano dentro da sede da torcida.

Conforme as investigações, as vítimas teriam sido submetidas a agressões, ameaças, sufocamento e afogamento para confessar supostas irregularidades. Os atos teriam durado horas e, segundo o Ministério Público, envolvido objetos como tacos de beisebol, martelo e faca.

Além da suspeita de tortura, a operação também apura possíveis crimes de roubo, extorsão, ameaça e associação criminosa.

A ação reúne equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Departamento de Investigação Criminal (Deic), do Departamento de Repressão e Entorpecentes (Denarc) e da Force, com apoio da Polícia Militar. Participam da operação unidades como os batalhões de Choque, Bepe e Bope, além do Patamo e da Corregedoria.

Processo sobre ataque ao ônibus do Bahia

A operação ocorre enquanto quatro integrantes da Bamor também respondem a um processo relacionado ao ataque ao ônibus do Bahia, ocorrido em fevereiro de 2022.

Os quatro foram pronunciados para julgamento pelo Tribunal do Júri por tentativa de homicídio qualificado pelo uso de artefatos explosivos. A decisão foi proferida em 15 de setembro pelo 1º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador.

O ataque ocorreu quando a delegação do Bahia seguia para a Arena Fonte Nova. Segundo a denúncia apresentada pelo MP-BA, os acusados teriam participado da ação junto com outros três homens que ainda não foram identificados.

Os réus respondem ao processo em liberdade. A decisão que determinou que eles sejam levados a júri popular ainda pode ser contestada por meio de recurso.

As investigações da nova operação seguem em andamento, e a eventual responsabilidade criminal dos investigados dependerá da apuração dos fatos e das decisões judiciais.

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