A sede da Prefeitura de Salvador, no Palácio Thomé de Souza, na Praça Municipal, foi alvo de pichações e atos de vandalismo durante um protesto realizado na tarde desta segunda-feira (26). Imagens divulgadas pelo portal bahia.ba mostram danos nas instalações do prédio durante a manifestação.
Em nota, a Prefeitura informou que o expediente foi suspenso e que as portas do edifício foram fechadas por razões de segurança. A mobilização teve como pauta a redução da frota de ônibus na capital baiana durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).
Protesto após problemas no transporte público
No dia da votação, passageiros enfrentaram dificuldades para utilizar o transporte coletivo em Salvador. A gestão municipal atribuiu parte dos atrasos na saída dos ônibus das garagens à necessidade de retirar adesivos com propaganda eleitoral que, segundo o prefeito Bruno Reis (União Brasil), haviam sido colocados nos veículos durante a madrugada.
A Justiça Eleitoral determinou o restabelecimento integral da frota, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros. A decisão ocorreu após denúncias de redução significativa na oferta de coletivos durante o período de votação.
TRE-BA mantém investigação
O episódio também levou à expedição de uma ordem de prisão em flagrante contra o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. A determinação, emitida no domingo, não foi cumprida porque ele estava em Paris, na França, em uma missão oficial.
Nesta segunda-feira (26), o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman Szporer, revogou a ordem. Segundo o tribunal, a medida tinha como objetivo assegurar o funcionamento do transporte durante a votação e perdeu sua finalidade após o encerramento do pleito.
A revogação não encerrou a apuração. O TRE-BA encaminhou o caso à Procuradoria Regional Eleitoral e à Polícia Federal para investigar possíveis crimes eleitorais. A prefeitura, a Secretaria Municipal de Mobilidade e as empresas concessionárias também deverão preservar e apresentar documentos sobre a operação dos ônibus no dia da eleição, no prazo de 48 horas após a intimação.
As investigações deverão esclarecer as circunstâncias da redução da frota e eventuais responsabilidades.

