O policial militar Michael Ramon Sinézio Filgueira, de 36 anos, lotado no 30º Batalhão da Polícia Militar da Bahia (BPM), no Nordeste de Amaralina, é apontado fontes policiais como um dos líderes de uma organização criminosa investigada por sequestros e extorsões na Grande Salvador.
Alvo da Operação Juramento Quebrado, deflagrada nesta terça-feira (9), ele não foi localizado durante o cumprimento dos mandados e é considerado foragido. Além do mandado por comandar o grupo criminoso, Michael já foi alvo de oito inquéritos por homicídios, sendo sete simples e um qualificado.
Também foram alvos da operação o ex-policial militar Jackson Rodrigues, de 38 anos, preso em Petrolina, no interior de Pernambuco, e Tamiris Sousa Cruz, de 28 anos, capturada em Arembepe, distrito de Camaçari. Segundo as investigações, a mulher atuava como intermediadora na comunicação entre integrantes do grupo criminoso.
De acordo com a Polícia Civil, Jackson ainda foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, posse de moeda falsa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Materiais apreendidos com ele serão submetidos à perícia.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC). Conforme a apuração, Michael exercia uma função estratégica dentro da organização, sendo responsável por recrutar policiais da ativa, ex-policiais militares e profissionais da segurança privada para integrar o esquema criminoso.
Segundo os investigadores, o grupo selecionava pessoas com antecedentes criminais para serem sequestradas. Após a captura, as vítimas eram levadas para um cativeiro localizado em Barra de Pojuca, em Camaçari, onde eram mantidas sob ameaça e obrigadas a pagar quantias em dinheiro para recuperar a liberdade.
Entre os casos investigados estão um sequestro ocorrido em Mussurunga, no dia 5 de março deste ano, e outro registrado em Simões Filho três dias antes. A Delegacia Antissequestro também apura a possível ligação da organização com pelo menos outras três ocorrências semelhantes.
Além dos crimes de extorsão mediante sequestro, os suspeitos são investigados por homicídios, ocultação de cadáver e atuação em moldes de milícia na região de Barra de Pojuca. A Operação Juramento Quebrado cumpriu dois mandados de prisão e três de busca e apreensão. As diligências continuam para localizar Michael Ramon Sinézio Filgueira e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa.
“O combate ao crime organizado e aos crimes de extorsão mediante sequestro é permanente. Seguiremos atuando de forma contínua para desarticular esses grupos e responsabilizar todos os envolvidos”, afirmou o diretor do DEIC, delegado Thomas Galdino.
Fonte: Jornal Correio

