STF discute saídas para conter desgaste com Toffoli no caso Banco Master

Por Gaby Santana 

 

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam, nos bastidores, alternativas para reduzir o desgaste institucional provocado pela condução do inquérito que apura irregularidades envolvendo o Banco Master, sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Entre as possibilidades em análise está a devolução das investigações à primeira instância, medida considerada por integrantes da Corte como uma forma de preservar a imagem do tribunal e oferecer uma solução institucional para o atual relator.

A discussão ocorre em meio a críticas internas direcionadas a Toffoli, intensificadas após a imposição de sigilo rigoroso sobre as apurações e a revelação de episódios que ampliaram o desconforto no STF, como uma viagem do ministro em jatinho com um dos advogados ligados ao caso e a associação de familiares a negócios com um fundo relacionado ao Banco Master, conforme reportado pela Folha de S.Paulo.

O caso teve início com a Operação Compliance Zero, aberta na Justiça Federal em Brasília. A investigação foi remetida ao Supremo após a Polícia Federal apreender um documento que citava o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), que possui foro por prerrogativa de função. Posteriormente, uma segunda apuração, instaurada na Justiça Federal de São Paulo, também chegou ao STF e deu base à nova fase da operação, deflagrada no último dia 14, voltada à apuração de suspeitas de fraudes envolvendo fundos de investimento.

Investigadores afirmam que, até o momento, não há indícios de envolvimento do parlamentar nas irregularidades apuradas. Ainda assim, a menção ao nome de um congressista com foro privilegiado foi suficiente para deslocar o caso ao Supremo.

Fonte: g1/ O Globo

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