A tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros entrou em vigor nesta quarta-feira (22), ampliando as tensões comerciais entre os dois países e gerando preocupação entre representantes do setor produtivo nacional.
A medida afeta uma série de produtos exportados pelo Brasil para o mercado norte-americano e ocorre em meio a um cenário de incertezas nas relações comerciais entre os dois países. A nova cobrança eleva os custos para a entrada de determinados itens brasileiros nos Estados Unidos, o que pode reduzir a competitividade de parte das exportações.
Em entrevista ao portal bahia.ba, o economista Guilherme Dietze, consultor da Fecomércio Bahia, avaliou que a decisão possui forte componente político e aumenta a insegurança para empresas que dependem do comércio internacional. Segundo ele, mudanças tarifárias dessa natureza podem afetar o planejamento de investimentos e a previsibilidade das relações comerciais.
De acordo com a Fecomércio Bahia, os impactos sobre a economia baiana tendem a ser menores do que os estimados inicialmente, uma vez que alguns dos principais produtos exportados pelo estado ficaram fora da lista de itens atingidos pela sobretaxa anunciada pelos Estados Unidos.
Apesar das exceções, a entidade alerta que determinados segmentos poderão enfrentar dificuldades para manter espaço no mercado internacional. A redução da competitividade pode resultar em queda nas exportações, afetando a produção industrial, a geração de empregos e a circulação de renda em alguns setores da economia.
O governo brasileiro informou que, neste primeiro momento, não pretende adotar medidas de retaliação contra os Estados Unidos. A estratégia é manter o diálogo diplomático e acompanhar os efeitos da nova política comercial antes de definir eventuais ações.
Com a entrada em vigor da tarifa adicional, o Brasil passa a integrar o grupo de países que enfrentam uma das maiores cargas tarifárias impostas pelos Estados Unidos, cenário que aumenta a atenção de exportadores e autoridades econômicas sobre os próximos desdobramentos das relações comerciais entre as duas nações.


