Mulher percebeu comportamento suspeito da funcionária, seguiu seus passos e encontrou a bebê escondida dentro de uma bolsa antes que ela deixasse a unidade de saúde.
Por Gaby Santana
A desconfiança de uma tia foi determinante para impedir a tentativa de sequestro de uma recém-nascida na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, no Piauí. O caso ocorreu na última semana e foi registrado por câmeras de segurança da unidade. A bebê foi encontrada dentro de uma bolsa carregada por uma técnica de enfermagem que, segundo a Polícia Civil, pretendia deixar o hospital com a criança.
De acordo com o relato de Daniela, tia da recém-nascida, a funcionária informou que levaria a bebê para a realização de exames de rotina, incluindo o teste do pezinho. Enquanto aguardava do lado de fora da sala, a mulher passou a desconfiar da situação ao perceber que a técnica entrou em um banheiro carregando uma bolsa grande.
Segundo Daniela, a suspeita saiu minutos depois com roupas diferentes das que utilizava anteriormente, sem a touca e já preparada para deixar o local. A mudança repentina de aparência aumentou a desconfiança da familiar, que decidiu acompanhá-la pelos corredores da maternidade.
Ao interceptar a mulher, Daniela encontrou a sobrinha escondida dentro da bolsa. A bebê foi retirada imediatamente e entregue em segurança à família, enquanto funcionários da unidade foram acionados para conter a situação.
Imagens do circuito interno mostram o momento em que a tia aborda a técnica de enfermagem pouco antes de ela deixar a maternidade. Para a família, a rápida percepção da mulher evitou que a criança fosse levada sem deixar rastros.
Investigação
O caso é investigado pela Polícia Civil do Piauí como tentativa de sequestro de menor de idade. Como a suspeita não foi presa em flagrante, a Justiça decretou posteriormente sua prisão preventiva.
Após a repercussão do episódio, familiares internaram a técnica de enfermagem em uma clínica psiquiátrica. Ela foi presa logo após receber alta médica.
Durante as investigações, policiais encontraram na residência da suspeita um quarto preparado para receber um bebê, contendo berço, banheira, fraldas e roupas infantis. Conforme a polícia, familiares acreditavam que a mulher estivesse grávida, embora ela nunca tenha apresentado exames que comprovassem a gestação.
Em nota, a defesa informou que a investigada apresenta sintomas esquizofrênicos, faz uso de medicamentos psiquiátricos e possui comprometimento na compreensão da gravidade dos fatos. A Polícia Civil, por sua vez, sustenta que, até o momento, não há elementos que afastem sua responsabilidade penal.
Os investigadores trabalham com a hipótese de que a mulher tenha agido sozinha. Para a polícia, o desfecho só não foi mais grave devido à atenção da tia da recém-nascida, que percebeu a movimentação suspeita e conseguiu impedir que a criança fosse retirada da maternidade.
Fonte: Redação g1


