A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) informou que já havia solicitado à Prefeitura de Limeira (SP) a interdição da Ponte do Esqueleto antes do acidente que causou a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump no último sábado (13).
Segundo o órgão, o pedido de bloqueio foi encaminhado em 2024 após outro acidente fatal registrado no local. A SPU afirmou que a ponte chegou a ser interditada temporariamente, mas posteriormente voltou a ter acesso liberado.
A estrutura, que pertence à antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), nunca foi concluída e passou a ser utilizada de forma irregular para esportes radicais e atividades de aventura.
De acordo com as investigações, Maria Eduarda caiu de uma altura aproximada de 40 metros. A apuração inicial aponta que a jovem teria sido lançada sem estar conectada à corda de segurança utilizada na atividade.
Equipes do Samu foram acionadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. O caso gerou questionamentos sobre a responsabilidade pela fiscalização da área.
A Prefeitura de Limeira anunciou que pretende acionar judicialmente o governo federal, alegando que vinha cobrando medidas para impedir o uso irregular da ponte. Já a SPU defendeu uma atuação conjunta entre os entes públicos para evitar novos acidentes.
A Polícia Militar prendeu três homens em flagrante por homicídio com dolo eventual. O caso segue sob investigação, e a apuração poderá alcançar diferentes responsáveis, incluindo organizadores da atividade e órgãos encarregados da fiscalização do local.



