O escândalo envolvendo o Banco Master levou o Banco Central a atingir, em fevereiro deste ano, o milésimo “regime de resolução” decretado pela instituição desde sua criação, em 1966. O instrumento é utilizado em situações consideradas graves, quando o órgão precisa intervir para evitar riscos ao sistema financeiro.
Dados obtidos pela Fiquem Sabendo, agência de dados independente, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que, ao longo das últimas décadas, instituições sediadas na Bahia também já foram alvo desse tipo de medida.
Segundo planilha do Banco Central, ao menos 17 bancos, financeiras, corretoras ou cooperativas com sede no estado foram submetidos a regimes especiais como intervenção, liquidação extrajudicial ou administração temporária. Os casos foram registrados entre 1975 e 2019.
Hoje, o BC mantém 14 regimes de resolução ativos no país, a maioria em fase de liquidação extrajudicial, mecanismo que interrompe o funcionamento da instituição e inicia o processo de retirada do mercado.
Além disso, o caso Master já resultou na liquidação ou administração temporária de pelo menos nove instituições financeiras, entre elas os bancos Master, Will Bank, Pleno e Letsbank.
HISTÓRICO NA BAHIA
Entre os episódios mais conhecidos envolvendo instituições baianas está o do Banco Econômico, que sofreu intervenção do Banco Central em agosto de 1995 e entrou em liquidação extrajudicial. Em 2022, o BTG Pactual concluiu sua aquisição e o Banco Econômico saiu da liquidação e passou a se chamar Banco BESA S.A.
Fundado em 1843, em Salvador, o Econômico enfrentou problemas quando a intervenção foi decretada. Ente eles, dificuldades de liquidez, reconhecimento indevido de receitas, concentração de operações de crédito e insuficiência patrimonial.
O levantamento do Banco Central também aponta medidas para empresas ligadas ao antigo Banco do Estado da Bahia (Baneb) e outras instituições do sistema financeiro local, incluindo financeiras, corretoras e cooperativas de crédito.
Em 1999, o Baneb foi extinto e comprado pelo Bradesco com leilão de privatização. À época, outras privatizações de bancos estaduais foram realizadas, e o governo baiano ficou com os créditos e dívidas da instituição.
O levantamento do Banco Central também aponta medidas para empresas ligadas ao antigo Banco do Estado da Bahia (Baneb) e outras instituições do sistema financeiro local, incluindo financeiras, corretoras e cooperativas de crédito.
Em 1999, o Baneb foi extinto e comprado pelo Bradesco com leilão de privatização. À época, outras privatizações de bancos estaduais foram realizadas, e o governo baiano ficou com os créditos e dívidas da instituição.
Fonte: Bahia Noticias
