Por Gaby Santana
A Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou o afastamento imediato de um oficial de justiça investigado por uma série de irregularidades no exercício da função. A decisão foi assinada pelo corregedor Salomão Resedá e prevê a retirada cautelar do servidor por 60 dias.
De acordo com a Corregedoria Judicial, o caso que tramita sob sigilo aponta para um padrão de comportamento considerado grave. Entre as suspeitas estão a falsificação de certidões com fé pública, nas quais o servidor teria declarado o cumprimento de diligências que não teriam ocorrido, além da suposta manipulação de informações processuais para induzir magistrados ao erro.
As investigações também indicam que o oficial teria delegado atividades exclusivas do cargo a terceiros não autorizados, em desacordo com a legislação. Outro ponto apurado envolve a atuação irregular na indicação de advogados a partes envolvidas em processos, prática que pode configurar captação indevida de clientela.
Relatos reunidos na sindicância descrevem ainda episódios de assédio moral, desrespeito a colegas, superiores e profissionais do direito, além de condutas incompatíveis com o dever de urbanidade exigido da função pública.
Um dos episódios mais sensíveis envolve a suposta distorção de uma decisão judicial para atender a interesses pessoais dentro de um ambiente escolar, com comportamento descrito como intimidatório na presença de uma criança.
Há também indícios de descumprimento recorrente da jornada de trabalho, com registros de ponto seguidos de ausência do local de serviço.
Diante da gravidade das acusações, o tribunal determinou, além do afastamento, o bloqueio imediato de todos os acessos do servidor aos sistemas internos e e-mails institucionais, medida executada com apoio da área de tecnologia da corte. Durante o período, o investigado seguirá recebendo remuneração, conforme previsto em lei, enquanto o processo disciplinar avança.
Fonte:Bnews
