Mulher presa por falsa identidade já havia se passado por adolescente em hospital infantil de Santa Catarina

Por Gaby Santana

 

A prisão de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, em Joinville (SC), trouxe à tona um histórico de episódios envolvendo falsa identidade e supostas fraudes praticadas em diferentes estados brasileiros. Segundo a Polícia Civil, a mulher é investigada por se apresentar como adolescente para obter acolhimento, assistência e apoio de famílias e instituições.

Um dos casos ocorreu em setembro de 2023, quando Amanda procurou atendimento no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. Na ocasião, ela utilizou o nome de “Caroline da Silva Bastos”, afirmou ter 13 anos e relatou fortes dores abdominais.

Durante o atendimento, exames de raio-X identificaram diversas agulhas espalhadas pelo corpo da paciente. A descoberta levou a equipe médica a suspeitar de maus-tratos, motivando o acionamento do Conselho Tutelar e o início de uma apuração sobre a verdadeira identidade da suposta adolescente.

As verificações realizadas pelos órgãos de proteção revelaram inconsistências nas informações apresentadas pela paciente. Diante das suspeitas, o caso foi comunicado à polícia, que identificou registros semelhantes envolvendo a mesma mulher em outras localidades.

De acordo com as investigações, Amanda utilizava diferentes nomes e versões sobre sua história pessoal. Em Joinville, ela teria sido acolhida por uma família durante aproximadamente 14 meses após alegar ser uma adolescente em situação de vulnerabilidade. Conforme a apuração policial, o casal acreditava estar ajudando uma menor de idade e chegou a incluí-la na rotina familiar.

A Polícia Civil também identificou ocorrências atribuídas à investigada em estados como Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Em parte desses episódios, ela teria adotado identidades falsas para obter acolhimento institucional ou apoio financeiro.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores é a presença recorrente de agulhas no corpo da mulher. Exames realizados em Goiás, em 2024, também registraram os objetos, embora as circunstâncias que levaram à presença deles ainda não tenham sido esclarecidas oficialmente.

Após ser presa em Joinville, Amanda passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva. A defesa solicitou a realização de exame de sanidade mental, pedido aceito pela Justiça. O resultado da perícia deverá auxiliar no andamento das investigações e na definição das próximas etapas do processo.

 

Fonte: Júlia Venâncio, Carol Fernandes, g1 SC e NSC TV — Florianópolis

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