O homem acusado de matar o cantor de arrocha Josemar Xavier Pereira, conhecido artisticamente como Jô Xavier, foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado. A sentença foi definida nesta quarta-feira (17), após julgamento realizado pelo Tribunal do Júri.
Conforme informações divulgadas pela TV Santa Cruz, o réu Paulo César Santos foi julgado no Fórum da Comarca de Itabela, município da Costa do Descobrimento onde o crime ocorreu em abril do ano passado. A sessão teve início às 9h e foi concluída por volta das 19h.
Ao portal g1, o advogado de defesa, Rafael Rosa, informou que pretende recorrer da decisão judicial, tanto em relação à condenação quanto ao tempo de pena estabelecido.
O homicídio aconteceu em 27 de abril de 2025, no bairro Bandeirantes, em Itabela. Segundo as investigações, Josemar Xavier Pereira, de 38 anos, se envolveu em uma discussão com Paulo César Santos, que atuava como guarda municipal. O desentendimento teria sido motivado por questões pessoais envolvendo a ex-companheira do acusado, que mantinha um relacionamento com o cantor na época.
Durante a discussão, Paulo César teria efetuado disparos de arma de fogo contra a vítima. Após o crime, ele deixou a cidade e permaneceu foragido por quase um mês, sendo posteriormente localizado e preso no Espírito Santo.
A morte de Jô Xavier causou grande repercussão em Itabela, onde o artista era bastante conhecido por suas apresentações em bares, eventos e estabelecimentos da cidade. Na ocasião, a Prefeitura de Itabela divulgou uma nota de pesar lamentando o falecimento do cantor e ressaltando que o caso não comprometia a atuação institucional da Guarda Municipal.
Paulo César Santos integrou a Guarda Municipal de Itabela por 16 anos. Após o crime, suas atividades na corporação foram suspensas. Com a condenação, ele deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado, embora a defesa já tenha sinalizado que buscará reverter a decisão por meio de recurso.



