Lula reúne ministros para definir resposta à tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu nesta quinta-feira (16), no Palácio do Planalto, integrantes da equipe ministerial para definir a estratégia do governo federal diante da decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras.

Participaram do encontro o ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, o ministro interino do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A reunião teve como foco avaliar os impactos econômicos da medida e discutir possíveis respostas diplomáticas e comerciais.

Após a reunião, o governo federal programou dois pronunciamentos para tratar do tema. Um deles será realizado no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, enquanto o outro ocorrerá no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A expectativa é que os ministérios apresentem detalhes sobre os efeitos da tarifa para os setores produtivos brasileiros e as medidas que poderão ser adotadas.

O anúncio da nova tarifa intensificou o debate político em Brasília. Parlamentares da oposição atribuem a medida à condução das negociações comerciais pelo governo brasileiro. Já integrantes do Palácio do Planalto afirmam que a decisão da administração norte-americana possui motivações de caráter político e ideológico, defendendo que o Brasil buscará preservar os interesses dos exportadores nacionais.

A sobretaxa foi confirmada na quarta-feira (15) pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), órgão responsável pela política comercial norte-americana. A medida prevê a cobrança adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros exportados para o mercado dos Estados Unidos, atingindo setores estratégicos da economia nacional.

Apesar da nova taxação, alguns produtos ficaram fora da lista de cobrança adicional. Entre as exceções anunciadas estão petróleo, café e carne bovina, itens que possuem forte participação na pauta de exportações brasileiras. Segundo o governo norte-americano, a tarifa extra passará a valer a partir de 22 de julho.

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