Valor registrado pelo Impostômetro nesta terça-feira (25) reúne tributos pagos em todo o país desde janeiro
Por Gaby Santana
A arrecadação de impostos no Brasil ultrapassou a marca de R$ 2,6 trilhões em 2026. Segundo dados do Impostômetro, o total chegou a aproximadamente R$ 2,638 trilhões às 10h30 desta terça-feira (25).
O levantamento considera diferentes tributos cobrados nas esferas federal, estadual e municipal. Entre eles estão o Imposto de Renda, ICMS, IPVA, IPTU, ISS, IPI e IOF, além de contribuições como Previdência, Cofins e CSLL.
O valor representa o montante acumulado desde o início do ano e pode ser acompanhado por meio do Impostômetro, ferramenta que estima a arrecadação tributária do país.
Retorno dos impostos
Além de mostrar o volume arrecadado, um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) analisa quanto os países conseguem transformar a arrecadação em desenvolvimento e qualidade de vida.
Nesse levantamento, o Brasil aparece na 30ª posição entre os 30 países analisados pelo Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade, o IRBES.
O indicador considera a relação entre a carga tributária e o Produto Interno Bruto (PIB), além do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A proposta é comparar o peso dos impostos com os resultados alcançados pelos países em áreas relacionadas ao bem-estar da população.
A Irlanda aparece na primeira colocação. Também estão entre os melhores resultados países como Suíça, Estados Unidos, Austrália e Coreia do Sul.
A posição do Brasil não significa que os impostos arrecadados deixem de financiar serviços públicos. O índice busca avaliar, de maneira comparativa, a eficiência dos países em transformar a arrecadação tributária em desenvolvimento e qualidade de vida.
Os números reacendem o debate sobre o tamanho da carga tributária brasileira e, principalmente, sobre a forma como os recursos arrecadados são utilizados em benefício da população.
Fonte: Blog do Valente


