O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio minoritário da Pixbet, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (17) pela Polícia Federal durante a segunda fase da Operação Arena, na Paraíba. Ele foi localizado em Jacumã, no Litoral Sul do estado.
A investigação apura suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e crimes relacionados à ordem tributária e financeira envolvendo a empresa de apostas. Além da prisão, os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em Campina Grande e João Pessoa e adotaram medidas de sequestro de bens.
Diomar é primo de Ernildo Júnior, apontado como controlador da Pixbet e alvo da primeira fase da operação, deflagrada em agosto. Na ocasião, a Polícia Federal realizou diligências contra o empresário e apreendeu, entre outros itens, veículo e celular.
Segundo informações divulgadas sobre a investigação, a apuração busca identificar como recursos relacionados às apostas teriam sido movimentados por meio de estruturas empresariais no Brasil e no exterior. Entre as suspeitas estão operações envolvendo empresas estrangeiras, aquisição de criptoativos e remessas internacionais utilizadas, segundo os investigadores, para dificultar a identificação da origem e do destino dos valores.
Primeira fase
A Operação Arena foi deflagrada em agosto pela Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público e a Receita Federal. Na primeira etapa, foram cumpridas ordens judiciais em diferentes estados, além de medidas de quebra de sigilos e bloqueio ou sequestro de patrimônio.
A Receita Federal identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas no decorrer das investigações. Os investigadores apuram se estruturas empresariais teriam sido utilizadas para ocultar recursos provenientes das atividades de apostas e outros jogos de azar.
Com a nova fase, a Polícia Federal deverá analisar os materiais e documentos apreendidos para aprofundar a apuração e identificar a eventual participação de outras pessoas ou empresas no esquema investigado.
As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam, neste momento, uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal dos envolvidos. A defesa de Diomar e a Pixbet foram procuradas por veículos de imprensa para manifestação sobre a operação.

