Casos de Chikungunya sobem quase 370% na Bahia em 2026, aponta Sesab

A Bahia registrou 10.264 casos prováveis de chikungunya entre 4 de janeiro e 22 de setembro de 2026, segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). O número representa um aumento de 369,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 2.187 casos. Três mortes pela doença foram registradas no estado.

Apesar do crescimento, a Sesab informou que a situação ainda não é classificada como surto de chikungunya na Bahia. Ao todo, 201 municípios registraram e monitoraram casos da doença.

Alagoinhas tem maior incidência proporcional

Entre os municípios baianos, Alagoinhas apresenta o maior coeficiente de incidência, com 2.534,18 casos por 100 mil habitantes. O indicador considera a relação entre o número de registros e a população de cada município.

O avanço da chikungunya ocorre em um cenário de atenção às arboviroses, doenças transmitidas principalmente por mosquitos. O Ministério da Saúde já havia alertado para o risco de aumento da circulação desses vírus, em um contexto de alterações de temperatura e do regime de chuvas associadas ao El Niño. A Organização Mundial da Saúde também alertou recentemente para o risco de aumento de doenças transmitidas por mosquitos durante o fenômeno.

Dengue recua e Zika apresenta leve alta

Os dados da Sesab mostram comportamentos diferentes entre as principais arboviroses no estado.

Os casos prováveis de dengue caíram 15,4%, passando de 28.199 no mesmo período de 2025 para 23.844 em 2026. Já a Zika teve alta de 2%, chegando a 260 registros, contra 255 no ano anterior.

Prevenção depende do combate ao Aedes aegypti

A chikungunya, assim como dengue e Zika, é transmitida pelo Aedes aegypti. A principal medida de prevenção é eliminar locais que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito.

A orientação é manter caixas-d’água bem vedadas e evitar água acumulada em pneus, garrafas, latas, vasos de plantas e outros recipientes. Em terrenos abandonados ou locais com possíveis criadouros, os moradores podem procurar a prefeitura ou os órgãos municipais responsáveis.

Com o aumento dos registros, as autoridades reforçam a importância da vigilância e da eliminação dos focos do mosquito para reduzir a circulação da doença.

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