Por Gaby Santana
O jazz, tradicionalmente associado a públicos mais velhos, vem encontrando espaço entre ouvintes mais jovens, impulsionado principalmente pelo streaming, pelas redes sociais e por novos formatos de experiência musical.
Dados atribuídos ao Spotify indicam que aproximadamente 40% do consumo de jazz na plataforma vem de pessoas com menos de 30 anos. A proporção aparece em diferentes levantamentos e análises sobre o comportamento recente do público do gênero.
Nas redes sociais, conteúdos relacionados ao jazz também ganharam visibilidade. O TikTok passou a funcionar como uma porta de entrada para diferentes estilos musicais, incluindo gravações históricas, apresentações contemporâneas e conteúdos produzidos por novos artistas.
Outra mudança aparece nos chamados listening bars, estabelecimentos voltados principalmente à experiência de ouvir música com equipamentos de alta qualidade. O modelo se espalhou por grandes cidades e combina música, ambiente e convivência social.
O fenômeno não significa que o jazz tenha se tornado um gênero dominante entre os jovens. Os dados apontam, porém, para uma renovação de parte do público e para novas formas de descoberta e consumo da música.
Artistas contemporâneos também ajudam nesse processo. A cantora Samara Joy, por exemplo, ganhou destaque ao vencer o Grammy de Artista Revelação em 2023, levando o jazz a uma das principais premiações da indústria musical.
Fonte: The news

