Setor público registra R$ 105,9 bilhões em gastos com juros em agosto, aponta BC

De janeiro a agosto, despesas com juros chegaram a R$ 774,5 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central.

Por Gaby Santana 

 

O setor público consolidado registrou R$ 105,934 bilhões em despesas líquidas com juros em agosto de 2026, segundo os dados das estatísticas fiscais do Banco Central. O valor ficou acima dos R$ 98,963 bilhões registrados em julho.

O levantamento considera o resultado do Governo Central, formado por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, além dos governos estaduais e municipais e das empresas estatais.

De acordo com os dados divulgados pelo Banco Central, o Governo Central respondeu pela maior parcela da despesa com juros no mês. Os governos regionais e as empresas estatais também registraram despesas no período.

No acumulado de janeiro a agosto, a conta de juros do setor público chegou a R$ 774,550 bilhões, o equivalente a 8,62% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme os dados apresentados no levantamento fiscal.

Considerando os 12 meses encerrados em agosto, a despesa acumulada chegou a aproximadamente R$ 1,182 trilhão, correspondente a 8,86% do PIB.

A despesa com juros é contabilizada pelo Banco Central na apuração do resultado nominal das contas públicas. Ela não deve ser confundida com o resultado primário, que considera receitas e despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida.

Os números divulgados pelo Banco Central também mostram que o resultado fiscal inclui diferentes componentes das administrações públicas. Em agosto, portanto, a elevação da conta de juros contribuiu para o resultado nominal negativo do setor público.

No mesmo período, o Tesouro Nacional divulgou que o Governo Central registrou déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto. De janeiro a agosto, o déficit primário do Governo Central chegou a R$ 94,9 bilhões.

Os dados do Banco Central e do Tesouro Nacional utilizam metodologias diferentes e medem aspectos distintos das contas públicas. Por isso, os valores de juros e do resultado primário não devem ser somados diretamente como se fossem a mesma estatística.

 

Fonte: Banco Central do Brasil (BC)

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