Mercado reage ao resultado do 1º turno, Bolsa bate recorde e dólar cai

Ibovespa encerrou o pregão com alta de 7,70%, enquanto o dólar caiu 4,12%; investidores avaliam cenário político e possíveis mudanças na política econômica

Por Ana Sampaio

 

O mercado financeiro brasileiro reagiu de forma positiva ao resultado do primeiro turno das eleições de 2026. No primeiro pregão após a votação, realizado nesta segunda-feira (5), o Ibovespa registrou forte alta e o dólar teve uma das maiores quedas diárias dos últimos anos.

O principal índice da Bolsa brasileira subiu 7,70% e fechou aos 206.911,89 pontos, maior nível de fechamento da história até então. Durante o pregão, o Ibovespa chegou a 209.605,70 pontos, também um recorde histórico intradiário.

No mercado internacional, o movimento também foi observado. O ETF EWZ, que acompanha ações brasileiras negociadas nos Estados Unidos, chegou a registrar alta superior a 12% após o primeiro turno.

Já o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,0018, queda de 4,12%. Durante a sessão, a moeda chegou a ser negociada abaixo de R$ 5.

O que explica a reação?

Analistas ouvidos por veículos especializados apontaram que o mercado passou a considerar um cenário de possível mudança na condução da política econômica a partir de 2027. Entre os fatores avaliados estão as perspectivas para o equilíbrio das contas públicas, os juros e a trajetória da dívida.

A composição do Congresso também entrou nas avaliações dos investidores. A expectativa é de que um Legislativo com maior presença de partidos de direita e centro-direita possa influenciar a capacidade de aprovação de reformas e medidas econômicas.

Apesar da reação positiva, especialistas destacam que o movimento não representa uma mudança imediata nos fundamentos da economia. A continuidade da valorização dos ativos dependerá das próximas etapas da disputa presidencial, das alianças políticas e, principalmente, das propostas econômicas apresentadas para o próximo governo.

O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para 25 de outubro. Até lá, investidores devem acompanhar as sinalizações dos dois candidatos e possíveis mudanças nas expectativas para política fiscal, juros, inflação e câmbio.

Fonte: B3, CNN Brasil, InfoMoney e veículos especializados em mercado financeiro.

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