Por Gaby Santana
As repercussões do debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) levaram as campanhas a avaliar o desempenho dos dois participantes e a considerar ajustes nas estratégias para os próximos encontros. Segundo análise publicada pela newsletter the news nesta terça-feira (20), os dois lados receberam críticas por uma discussão marcada por ataques e que, na avaliação de integrantes das campanhas, teve dificuldade para alcançar eleitores indecisos e de centro.
No grupo de Flávio Bolsonaro, a avaliação é de que o senador precisa apresentar respostas mais claras e adotar um tom mais moderado. A estratégia de permanecer atrás do adversário durante o debate também gerou divergências entre aliados. Por outro lado, integrantes da campanha consideraram positiva a abordagem sobre assuntos relacionados à família do presidente e os momentos em que Lula teria cometido deslizes nas respostas.
Já a equipe de Lula avalia que o presidente poderia ter administrado melhor o tempo disponível e reconhece declarações consideradas gafes durante o encontro, entre elas a frase “o Brasil acabou”. Integrantes do PT, no entanto, consideraram favorável a proposta de Lula de abrir seus sigilos bancário e de mensagens para comparação com os de Flávio Bolsonaro. A avaliação também levou em conta as perguntas às quais o adversário, segundo o relato, não respondeu diretamente.
Para o próximo debate, previsto para sexta-feira, as duas campanhas estudam priorizar a apresentação de propostas. O grupo de Flávio pretende adotar uma postura mais moderada, enquanto a equipe de Lula busca melhorar a gestão do tempo e ampliar o espaço dedicado às propostas.

