Baiano de 10 anos conquista terceiro lugar em vestibular de Engenharia Mecânica

O baiano Marcelo Gomes Viana Lopes, de 10 anos, conquistou o terceiro lugar no vestibular de Engenharia Mecânica da Universidade de Fortaleza (Unifor), no Ceará. Conhecido como Marcelinho, o estudante participou de seu primeiro processo seletivo universitário e teve o resultado divulgado no dia 2 de outubro.

Atualmente, o garoto cursa o 7º ano do ensino fundamental e mora em Fortaleza com a família. Segundo relatos publicados pela imprensa, a iniciativa de participar do vestibular partiu do próprio estudante, que pesquisou sobre a seleção antes de se inscrever. Durante a prova, ele contou que ficou nervoso ao perceber que estava entre candidatos bem mais velhos.

A escolha pela Engenharia Mecânica tem uma motivação familiar: o pai também é formado na área e serve de inspiração para o menino. Marcelinho afirma que pretende seguir carreira nas ciências exatas e tem o sonho de se tornar astronauta.

Mudança para Fortaleza e trajetória acadêmica

Natural de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, Marcelinho se mudou com a família para Fortaleza em 2024, depois de conquistar uma bolsa integral no Colégio Farias Brito. Na instituição, passou a integrar atividades voltadas ao aprofundamento dos estudos e à participação em competições acadêmicas.

O interesse pelo conhecimento começou cedo. Aos seis anos, ele foi aceito na Intertel, sociedade internacional que reúne pessoas com resultados elevados em testes de inteligência. Em uma avaliação, obteve 138 pontos na Escala Wechsler de Inteligência. Posteriormente, também passou a integrar a Mensa.

O estudante acumula mais de 150 medalhas em olimpíadas do conhecimento, com participações em competições relacionadas à matemática, física, química e robótica. Também participa de iniciativas científicas ligadas à astronomia e à construção de foguetes, além de compartilhar conteúdos educativos nas redes sociais.

Aprovação na Epcar

Em 2026, Marcelinho também obteve resultado positivo na seleção da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), instituição ligada à Força Aérea Brasileira. No entanto, não pôde continuar nas etapas seguintes por não atender ao requisito de idade.

A classificação na Unifor representa mais um resultado em sua trajetória acadêmica, marcada pelo interesse precoce pelas ciências e pela participação em atividades de aprendizagem e divulgação científica.

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