A Câmara dos Deputados terá 109 mulheres na próxima legislatura, que começa em 1º de fevereiro de 2027. O número representa um crescimento de 21,1% em relação às 90 deputadas que integram atualmente a Casa. Os dados foram divulgados pela Câmara dos Deputados após a apuração das Eleições 2026.
Na Bahia, seis mulheres foram eleitas para a Câmara Federal, mesma quantidade registrada por Pernambuco e Santa Catarina. As deputadas eleitas representam seis das 39 cadeiras destinadas ao estado.
Entre as 109 deputadas eleitas no país, 59 conseguiram a reeleição, o equivalente a 54% da nova bancada feminina. Apesar do crescimento, as mulheres continuarão sendo minoria: serão 109 das 513 cadeiras, enquanto 404 serão ocupadas por homens.
São Paulo lidera entre os estados
São Paulo foi o estado que mais elegeu mulheres para a Câmara, com 16 deputadas. Minas Gerais aparece em seguida, com 11, e o Rio de Janeiro, com dez. Bahia, Pernambuco e Santa Catarina vêm logo depois, com seis mulheres eleitas em cada estado.
Na distribuição partidária, a federação formada por PT, PCdoB e PV foi a que mais elegeu mulheres, com 34 cadeiras. Em Minas Gerais, a federação conquistou seis das 11 vagas destinadas às mulheres.
Em São Paulo, a federação PSOL-Rede elegeu cinco deputadas. No Rio de Janeiro, o PL também conquistou cinco cadeiras entre as mulheres eleitas, metade da bancada feminina do estado.
Na Bahia, as seis deputadas eleitas foram Doutora Raissa Soares (PL), Ivoneide Caetano (PT), Roberta Roma (PL), Olivia Santana (PCdoB), Alice Portugal (PCdoB) e Maria Marighella (PT).
Três estados não elegeram mulheres
Na outra ponta, Distrito Federal, Piauí e Roraima não elegeram nenhuma mulher para a Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027.
O resultado estabelece a maior bancada feminina da história da Câmara, mas a representação ainda ficará distante de uma divisão equilibrada entre homens e mulheres. A nova composição feminina ocupará cerca de 21% das 513 cadeiras da Casa.

