Por Ana Sampaio
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um ano difícil, marcado por desgastes políticos, econômicos e institucionais. A popularidade do petista caiu após crises como a alta inflacionária, a chamada “crise do Pix”, e os impasses na reforma ministerial.
A crise do Pix começou após a Receita Federal anunciar nova regra de fiscalização para transferências acima de R$ 5 mil, gerando desinformação e forte reação da oposição. O governo recuou, mas perdeu apoio entre autônomos e pequenos empreendedores.
Na economia, o aumento do dólar e dos preços de produtos básicos, como café e ovos, agravaram o descontentamento popular. Lula tentou minimizar a inflação, mas sua fala de que “se o produto está caro, não compre” gerou ainda mais críticas.
No campo político, a tentativa de ampliar espaço ao centrão foi marcada por tropeços. A mais recente foi a recusa do deputado Pedro Lucas (União Brasil-MA) em assumir o Ministério das Comunicações, dias após ser anunciado. Lula então nomeou Frederico de Siqueira Filho para o cargo.
Além disso, o governo enfrenta escândalos como o da fraude no INSS, que levou à demissão do presidente do órgão, Alessandro Stefanutto, e tensões na Abin, envolvendo acusações de espionagem internacional e obstrução de Justiça.
A aprovação do governo chegou a 24% em fevereiro, subindo para 29% em abril, mas ainda refletindo um cenário de alerta para o Planalto.
Fonte: Bahia Notícias
