Deputado Diego Castro se envolve em discussão após retirar adesivos políticos na UFBA

Uma discussão envolvendo o deputado estadual Diego Castro (PL) foi registrada na manhã desta quinta-feira (20), na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no campus de Ondina, em Salvador.

O parlamentar foi até a instituição após receber de um estudante uma denúncia sobre a presença de adesivos de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas dependências da universidade.

Durante a visita, Diego retirou parte dos adesivos. A atitude provocou a reação de estudantes que estavam no local e deu início a protestos e discussões. Durante o episódio, o deputado foi chamado de “fascista” por integrantes do grupo que contestava sua presença na instituição.

Deputado questiona uso político da universidade

Segundo Diego Castro, a visita teve como objetivo questionar o uso de uma instituição pública de ensino para divulgação de material político-eleitoral.

“Universidade pública não é comitê eleitoral de Lula, de Jerônimo ou de partido nenhum. Se querem fazer campanha, que façam nas ruas, nos comitês e dentro das regras eleitorais.”

O deputado afirmou ainda que universidades públicas devem garantir espaço para diferentes posicionamentos políticos.

“Universidade é lugar de ensino, pesquisa, debate e pluralidade, não propriedade de um partido.”

Estudantes contestaram retirada dos adesivos

Durante a discussão, estudantes se manifestaram contra a retirada dos materiais e questionaram a atuação do parlamentar dentro da universidade.

Diego, por sua vez, afirmou que a reação teria representado uma tentativa de impedir o questionamento sobre a utilização de um espaço público.

“Fui chamado de fascista simplesmente porque não aceitei calado que um patrimônio público seja utilizado para proselitismo político.”

O deputado também afirmou que a denúncia partiu de um estudante que teria se incomodado com a presença dos adesivos.

“O espaço pertence a todos: a quem é de direita, de esquerda, de centro e a quem simplesmente não quer participar de política.”

Caso pode ser levado para análise

Diego Castro informou que pretende solicitar esclarecimentos sobre a presença dos adesivos e avaliar possíveis providências relacionadas ao episódio.

Ele também defendeu que eventuais regras sobre propaganda sejam aplicadas de forma igual, independentemente do candidato ou grupo político envolvido.

A legislação eleitoral estabelece restrições à propaganda em bens públicos ou de uso comum. No entanto, a caracterização de eventual irregularidade depende das circunstâncias em que o material foi colocado e de sua classificação como propaganda eleitoral.

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