Em aúdio vazado, candidato ao senado José Medeiros diz que seu eleitor “bebe detergente”

Um áudio atribuído ao deputado federal e candidato ao Senado por Mato Grosso José Medeiros (PL) ganhou repercussão nas redes sociais após o parlamentar afirmar que seu eleitor “ora para alienígena e bebe detergente”. A gravação teria sido enviada ao prefeito de Diamantino, Francisco “Chico” Mendes (União Brasil), irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

No trecho, com cerca de 11 segundos, Medeiros afirma:

“Você sabe que o meu eleitor é aquele eleitor que ora para alienígena e bebe detergente, né? Esse eleitor, Chico.”

A gravação faz parte de uma sequência de mensagens trocadas entre Medeiros e Chico Mendes durante a campanha eleitoral. Outro trecho da mesma conversa já havia circulado anteriormente e mostra o candidato falando sobre sua estratégia em relação ao STF.

Candidato fala sobre STF

Em outro áudio, Medeiros afirma que evita ataques ao Supremo durante a campanha e que teria orientado sua equipe de marketing a retirar referências à Corte dos textos utilizados nas gravações.

“Eu não ataco o STF, viu, Chico. Meu marketing aqui tinha feito um negócio, eu falei: olha, quero que corte tudo.”

Na sequência, porém, o candidato afirma que poderia fazer críticas ao ministro Alexandre de Moraes caso fosse solicitado.

Após a repercussão dos áudios, Medeiros passou a comentar o episódio nas redes sociais. O candidato afirmou que Mato Grosso vive, segundo sua avaliação, “a eleição mais suja da sua história” e acusou adversários de articularem ações contra sua candidatura.

Contexto das declarações

A expressão sobre “beber detergente” passou a circular nas redes em referência a episódios envolvendo apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Já a menção a pessoas que “oram para alienígenas” remete a imagens que viralizaram após as eleições de 2022, quando manifestantes em frente a quartéis foram associados, de forma jocosa, a pedidos de intervenção extraterrestre.

Interlocutores de Medeiros afirmaram que a fala foi retirada de contexto e que a expressão seria uma forma de caracterizar eleitores considerados muito convictos de suas posições. A assessoria do candidato foi procurada por veículos que divulgaram o áudio para esclarecer o contexto das declarações.

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