Ex-funcionários da empresa IPSE, antiga prestadora de serviços terceirizados da Prefeitura de Santo Antônio de Jesus, utilizaram a tribuna da Câmara de Vereadores na sessão desta segunda-feira (3) para cobrar o pagamento de salários atrasados e verbas rescisórias. Segundo os trabalhadores, os valores estão pendentes há mais de três meses e afetam centenas de famílias.
Em entrevista ao Voz da Bahia, o representante do grupo, Denilson Silva, conhecido como “Pula-Pula”, afirmou que mais de 500 famílias enfrentam dificuldades em razão da falta de pagamento.
De acordo com Denilson, após o encerramento do contrato da IPSE com o município, parte dos funcionários foi orientada a assinar documentos de desligamento para ingressar em outra empresa ligada ao mesmo grupo econômico. Segundo ele, os documentos previam a renúncia ao aviso prévio e à multa de 40% do FGTS. A legalidade desse procedimento, conforme relatou, deverá ser analisada pela Justiça.
“O que queremos é que todos os trabalhadores recebam integralmente suas verbas rescisórias”, declarou.
O representante também informou que integrantes da Prefeitura participaram de reuniões com os ex-funcionários e que havia um compromisso de quitação dos débitos até o fim de julho, prazo que, segundo ele, não foi cumprido.
Ainda de acordo com o movimento, há trabalhadoras em licença-maternidade que continuam sem receber salários. Os ex-funcionários estimam que o valor devido, somando verbas rescisórias e possíveis multas trabalhistas, possa ultrapassar R$ 1 milhão.
Em nota divulgada anteriormente, a Prefeitura de Santo Antônio de Jesus informou que adotou medidas administrativas e judiciais para garantir o pagamento das verbas rescisórias. Segundo a administração municipal, a empresa IPSE não apresentou a documentação necessária para a conclusão dos cálculos e a quitação dos direitos trabalhistas.
A gestão informou ainda que ingressou com uma ação judicial para obrigar a empresa a fornecer os documentos exigidos e afirmou que seguirá acompanhando o caso até que a situação seja regularizada.
Fonte: Voz da Bahia


