Por Gaby Santana
O taxista Carlos Mendes Júnior, ex-marido de Helmarta, foi condenado a 29 anos, 8 meses e 8 dias de prisão pelo feminicídio da auxiliar administrativa. O crime, que chocou o Vale do Jiquiriçá e o Baixo Sul da Bahia, aconteceu em setembro de 2024.
Em depoimento à polícia, Carlos confessou ter estrangulado Helmarta com uma corda. Após o assassinato, ele seguiu de Valença até a Ponte do Funil, em Itaparica, onde arremessou o corpo da vítima de uma altura de cerca de 20 metros. No dia 26 de setembro de 2024, o criminoso indicou o local exato aos policiais.
O corpo de Helmarta foi localizado no dia 27 de setembro, no rio Jacuripe, em trecho próximo à Ponte do Funil. Ela estava desaparecida desde o dia 24 de setembro.
Segundo informacoes passadas pelo repórter Ciro Pimentel do Avisalogo, parceiro da rádio interativa FM. durante o julgamento, que contou com forte comoção, a filha do casal, de 16 anos, fez um depoimento que marcou a sessão. Mesmo sem ser obrigada a comparecer, a jovem decidiu falar diante do júri. Questionada pelo juiz sobre o motivo de sua presença, ela respondeu:
“Minha mãe foi silenciada, e eu serei a voz dela.”
Em seu relato, a adolescente se referiu ao acusado apenas como “genitor” e “réu”, evitando chamá-lo de pai.
Helmarta foi sepultada no dia 28 de setembro de 2024, em Mutuípe, sob forte comoção. Familiares e amigos se reuniram em caravanas vindas de Valença para o último adeus. O cortejo seguiu por cerca de 800 metros até o cemitério municipal, marcado por aplausos, homenagens e pedidos de justiça.
A condenação de Carlos Mendes Júnior foi recebida como um ato de reparação e um alerta sobre a violência contra a mulher, que segue em níveis alarmantes no estado.
