Governo cria pensão especial a órfãos de vítimas de feminicídio; veja valor

O governo federal oficializou o pagamento de uma pensão especial a filhos e dependentes de mulheres mortas por feminicídio.

O que aconteceu
O benefício garante um salário mínimo mensal até que o órfão complete 18 anos. O objetivo é oferecer amparo financeiro e social a famílias marcadas pela violência de gênero.

A pensão será concedida a crianças e adolescentes cuja renda familiar per capita não ultrapasse um quarto do salário mínimo vigente. O pedido deve ser feito diretamente ao INSS, pelo site, aplicativo Meu INSS ou em agências físicas

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que a medida representa um avanço na proteção social de crianças e adolescentes vítimas indiretas da violência. “O Estado tem a responsabilidade de assegurar renda mínima para garantir as necessidades básicas dessas crianças, independentemente do arranjo familiar em que vivam”, disse, durante a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, em Brasília.

Como funciona
Para receber o benefício, é necessário apresentar documentos como CPF da criança, cadastro atualizado no CadÚnico e comprovantes do crime, como boletim de ocorrência, denúncia do Ministério Público ou sentença judicial. Também é exigido o cadastro biométrico do responsável legal. Pela lei, o autor ou cúmplice do feminicídio está proibido de receber o valor em nome do dependente.

O pagamento será de um salário mínimo mensal, dividido igualmente caso haja mais de um beneficiário. O benefício não prevê 13º salário nem pagamento retroativo. Ele pode ser suspenso se o CadÚnico não for atualizado a cada dois anos, se o beneficiário atingir 18 anos ou se a renda familiar ultrapassar o limite por dois anos consecutivos

Famílias também podem buscar orientação nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que auxiliam na atualização do CadÚnico e no acompanhamento dos beneficiários

Fonte: UOL

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