Homem de máscara beija jovens em estande e Bienal de SP notifica editora

Organização afirma que episódio não fazia parte da programação oficial; Editora Fruto Proibido diz que não contratou os envolvidos

Por Gaby Santana 

 

A organização da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo notificou a Editora Fruto Proibido após tomar conhecimento de uma ação realizada por um homem mascarado no estande da editora durante o evento, realizado entre os dias 4 e 6 de setembro, em São Paulo.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um homem usando uma máscara semelhante à do personagem Ghostface, da franquia Pânico, interagindo com visitantes. Em algumas das imagens, ele aparece beijando jovens que estavam no local. Os registros ganharam repercussão nas redes sociais.

Em nota, a organização da Bienal afirmou que a ação não fazia parte da programação oficial e não havia sido autorizada ou promovida pelo evento. A entidade informou ainda que notificou a editora após tomar conhecimento do episódio e reforçou que busca garantir um ambiente seguro e respeitoso para os visitantes.

A Editora Fruto Proibido também se manifestou e afirmou que não contratou, convidou ou solicitou a presença dos homens mascarados. Segundo a empresa, os funcionários inicialmente interpretaram a presença deles como uma interação espontânea e chegaram a registrar imagens.

Após a repercussão, a editora afirmou ter buscado identificar os envolvidos. A empresa declarou que não compactua com comportamentos inadequados e que pretende reforçar os critérios de segurança e controle em futuras participações em eventos.

O homem identificado como Yuri Gagarin, de 30 anos, também se manifestou por meio de seus advogados. A defesa afirmou que ele trabalha de forma independente na internet e que foi à Bienal por iniciativa própria. Segundo os advogados, Yuri havia combinado com uma amiga a gravação de um vídeo no qual apareceria usando a máscara.

A defesa afirma ainda que outras pessoas se aproximaram espontaneamente para tirar fotos e que algumas imagens passaram a circular posteriormente fora do contexto em que foram produzidas. Os advogados negam as acusações criminais que surgiram após a repercussão do caso.

 

Fontes : Bienal Internacional do Livro de São Paulo/CNN Brasil

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