Jerônimo diz que Flávio resolveu ir a debate após crescimento de Lula: “Vai continuar caindo de forma mais forte”

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta quarta-feira (14) que a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL) de participar de um debate com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria relacionada à pressão política e às movimentações da campanha petista. A declaração foi dada durante um encontro com mais de 50 prefeitos baianos para discutir estratégias de mobilização em apoio à candidatura de Lula no segundo turno.

Segundo Jerônimo, manifestações nas ruas, atuação de lideranças políticas e mobilização nas redes sociais têm contribuído para fortalecer a campanha do presidente. O governador também atribuiu a decisão de Flávio à possibilidade de o senador sofrer maior desgaste caso não participasse do confronto.

“A determinação do Flávio em ir para o debate é o que as pessoas estão mostrando. Ele sabe que, se ficar ausente desse debate, vai continuar caindo de forma mais forte”, declarou.

O debate entre Lula e Flávio Bolsonaro está previsto para domingo (18), às 20h, com transmissão da TV Bandeirantes e de outras plataformas do grupo.

Jerônimo quer ampliar votação de Lula na Bahia

Durante o encontro com os prefeitos, Jerônimo afirmou que o grupo político que apoia Lula pretende intensificar a mobilização de eleitores, lideranças e movimentos sociais no estado.

O governador estabeleceu como meta superar os 72% dos votos obtidos pelo petista na Bahia na eleição anterior e alcançar 75% no segundo turno deste ano.

“Aqui na Bahia, a expectativa nossa é puxar os 72% que nós tivemos nas eleições passadas. E o pedido nosso é que a gente possa ultrapassar e chegar a 75%. Vamos trabalhar para isso”, afirmou.

Pesquisas apontam disputa acirrada

A avaliação de Jerônimo sobre o cenário eleitoral ocorre em meio a uma disputa apertada nas pesquisas de intenção de voto. Levantamento da Quaest divulgado em 14 de outubro apontou Flávio Bolsonaro com 46% e Lula com 44% das intenções de voto no segundo turno. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, caracterizando empate técnico.

Os números, portanto, não confirmam uma vantagem de Lula nesse levantamento. A declaração do governador sobre a tendência das intenções de voto foi apresentada como uma avaliação política da campanha petista.

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